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6 características especiais de objetivas que você deve conhecer antes de comprar

19/08/2016
Características especiais de lentes fotográficas

As objetivas, assim como nossas câmeras digitais, também possuem uma série de atributos que as diferenciam umas das outras em termos de qualidade e de recursos. São características incluídas na construção das objetivas que as tornam mais precisas, de mais qualidade ou simplesmente mais agradáveis de se trabalhar.

Conhecer essas características vai te ajudar a escolher melhor sua próxima lente, além de te dar alguns parâmetros para saber se vale a pena optar por uma objetiva de marca diferente da sua câmera, como as famosas Sigma, Tamron e Tokina, entre outras.

Essas objetivas de terceiros, ou seja, de marcas diferentes da sua câmera, costumam atender às demandas dos fotógrafos de duas formas: comercializando lentes por preços bem menores ou produzindo lentes exclusivas, com distâncias focais e características diferentes das fabricadas pelas marcas principais.

Se você está considerando a compra de objetivas de terceiros ou até mesmo se está em dúvida entre duas ou mais objetivas da mesma marca da sua câmera, vale a pena conhecer essas características e tomar uma decisão mais consciente.

 

Autofoco Silencioso

Sigma HSM

O processo de focagem envolve movimentação mecânica de elementos das nossas objetivas. Por isso, esse movimento pode produzir barulhos incômodos. Algumas objetivas fazem barulhos que lembram robozinhos, chega a ser engraçado!

Isso pode parecer um detalhe, afinal, não são barulhos tão altos assim. Mas se você gosta de fotografar mais discretamente ou se fotografa em locais em que esse tipo de barulho é inadmissível, como em um teatro, por exemplo, então você deve priorizar as objetivas com Autofoco Silencioso.

As marcas costumam dar nomes próprios a essa tecnologia como o USM (Ultra-Sonic Motor), da Canon; o SWM (Motor de Onda Silencioso), da Nikon ou o HSM (Hyper-Sonic Motor), da Sigma.

 

Estabilizador de Imagem

Objetiva com Estabilizador de Imagem da Canon (IS)

Nós todos já estivemos lá: pouca luz, sem tripé, ISO no máximo aceitável e só nos resta reduzir a velocidade do obturador. Se reduzirmos demais, teremos uma imagem tremida.

Algumas objetivas possuem um sistema de redução de vibração que tenta compensar o tremor de nossas mãos nessas situações de pouca luz e velocidades lentas. A coisa toda é bem high tech, até por isso o preço mais elevado dessas objetivas.

Basicamente elas possuem sensores que conseguem detectar a movimentação da câmera (causada pela sua mão) tanto na horizontal, quanto na vertical. Esses sensores transmitem essas informações para uma espécie de microcomputador embutido nas objetivas, que, por sua vez, faz todos os cálculos necessários para determinar a movimentação necessária de diversos elementos internos para compensar o tremor. Isso tudo em frações de segundo, enquanto você está realizando a focagem.

Assim, a promessa dos fabricantes é que você consiga melhorar o desempenho, reduzindo o tremor dos disparos em velocidades lentas. Isso é bastante vantajoso principalmente em teleobjetivas, em que o borrão causado pelo tremor das mãos é ainda mais acentuado.

O estabilizador de imagens também possui nomes comerciais que variam conforme o fabricante, como o IS (Image Stabilization), da Canon; o VR (Vibration Reduction), da Nikon e o OS (Optical Stabilizer), da Sigma.

 

Elemento frontal não rotativo

Algumas objetivas apresentam um movimento giratório na parte frontal, de modo que se você fizer um risco com um lápis na parte de cima, você vai notar que esse risco se movimenta enquanto você realiza a focagem.

Esse movimento inviabiliza o uso de diversos filtros rosqueados diretamente na lente. Pense em um filtro circular polarizador (CPL), por exemplo. Para utilizar esse filtro, o fotógrafo deve rotacioná-lo toda vez que realizar um novo enquadramento para encontrar o ponto ideal em que o filtro entrega o resultado e a intensidade desejada. Se o elemento frontal da sua objetiva é rotativo, toda vez que for realizada uma focagem, você será obrigado a ajustar o CPL novamente. Um verdadeiro pesadelo, principalmente para fotógrafos de paisagem.

 

Zoom interno

objetiva-com-zoom-interno

Se você tem uma lente do kit, certamente já percebeu como ela fica maior conforme você aumenta a distância focal. Algumas objetivas são capazes de fazer o movimento do zoom internamente, apresentando o mesmo comprimento em todas as distâncias focais.

O zoom interno é vantajoso por ser, via de regra, mais suave e veloz. Além disso, como não há mudança no comprimento da objetiva ao modificar a distância focal, o centro de gravidade do conjunto câmera/lente permanece sempre o mesmo. Ao fotografar com tripés e monopés isso faz diferença.

Há também algumas objetivas sem zoom interno que se movimentam sozinhas por força da gravidade quando apontadas para baixo, modificando a distância focal sem que você queira. Não acontece com todas e algumas delas sofrem correções do fabricante em versões mais novas.

 

Foco Manual/Automático (M/A)

nikon-50mm-f1.8

Algumas lentes permitem que você realize focagem manual, mesmo com o autofoco ligado, sem a necessidade de movimentar o pino seletor de foco manual ou automático.

O ganho é de agilidade, já que esse pino seletor costuma ter uma certa proteção contra movimentações involuntárias, sendo um pouco rígido. Assim, é possível fazer ajustes finos na focagem, já que o autofoco nem sempre acerta ou simplesmente modificar a interpretação do que você quer que seja seu assunto principal sem ter que modificar o ponto de autofoco ou reposicionar a câmera.

 

Lentes com ótica superior

Tire uns minutinhos e assista o vídeo abaixo com os bastidores da produção de uma lente Leica. Depois de assistí-lo, provavelmente você nunca mais irá reclamar do preço das suas lentes. Muito pelo contrário, você ficará extremamente maravilhado com o nível de precisão, tecnologia e cuidado envolvidos na produção dessas belíssimas criações da humanidade, por mais simples que sejam as suas lentes.

Como todo bom produto de tecnologia, a inventividade humana sempre é capaz de aperfeiçoamento e melhorias. Em alguns casos essas melhorias ocorrem em conjunto com uma redução de custos, seja por uma produção mais eficiente, seja por uma maneira nova e mais inteligente de se construir as coisas.

Em outros casos, essas melhorias vem com um custo agregado, pois envolve o uso de materiais melhores, técnicas mais avançadas, equipamentos mais refinados e até mesmo mão de obra mais especializada.

As objetivas com ótica superior acabam ficando nessa segunda categoria. Elas possuem construções, elementos e tecnologias capazes de ajustar distorções, reduzir flare e aumentar a nitidez pelo modo como recebem a luz.

São as objetivas que os profissionais tanto perseguem por se diferenciarem enormemente em qualidade das lentes do kit. São lentes que atendem aos mais elevados padrões de desempenho, além de serem mais duráveis e robustas.

Se você fotografa com Canon, estamos falando das lentes da série L, aquelas fácilmente identificáveis pela presença de um elegante círculo vermelho. Já se você fotografa com Nikon, procure pelas lentes ED. As Sigma utilizam a nomenclatura EX (Lentes de Excelência) e as Tamron, SP (Especificações de alta performance).

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