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Google desenvolve método eficiente de remoção de marcas d’água (e também o antídoto)

25/08/2017
Google desenvolve método de remoção de marcas d'água (e também o antídoto)

Se você é um produtor de conteúdo para comercialização em bancos de imagem, sabe que o próprio banco aplica seus padrões pré-definidos de marca d’água automaticamente em todas as imagens submetidas pelos seus usuários.

A marca d’água, nesses casos, tem o único propósito de proteger o fotógrafo (e o banco de imagens, é claro) contra roubos e usos indevidos de suas imagens.

Eliminar marcas d’água manualmente no Photoshop não é impossível, porém é uma tarefa que exige muito tempo e muita paciência mesmo de editores habilidosos e experientes utilizando os mais avançados recursos de clonagem e preenchimento automático.

Pesquisadores do Google disponibilizaram esse mês os resultados de uma pesquisa que revela os resultados de um método criado para remover essas marcas d’água.

A ideia é simples, porém engenhosa: o método analisa grandes quantidades de imagens fornecidas pelos principais bancos, os quais aplicam seus padrões da mesma maneira ao longo de todas as imagens.

Com informações obtidas pela análise de grandes quantidades de imagens com o mesmo padrão de marca d’água, é possível identificar com mais precisão o que é imagem e o que é marca d’água, fazendo com que a reconstrução da imagem eliminando esses padrões seja muito mais precisa.

No vídeo abaixo é possível ver como ele é 100% eficaz em alguns casos, enquanto em outros, se não é perfeito, é por muito pouco.

O resultado é preocupante, porém o Google foi adiante e já desenvolveu uma solução para contornar esse método, proporcionando marcas d’água mais eficazes.

A solução também é simples e elegante: ao invés de aplicar as marcas d’água sempre iguais e da mesma maneira, um algoritmo realiza a aplicação com pequenas distorções aleatórias e únicas ao longo da marca d’água.

Assim, o método anterior se torna ineficaz, porque ao analisar grandes quantidades de imagens, apesar das marcas d’água serem muito semelhantes, elas não são exatamente iguais, quebrando a lógica utilizada para a remoção automática.

No vídeo é possível ver as pequenas distorções e os resultados das tentativas de remoção automática após o uso desse novo método de proteção.

A pesquisa completa divulgada pelo Google você encontra aqui.

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