Edição, Inspiração

O making of da fotografia fantástica de Erik Johansson é uma verdadeira aula de manipulação de imagens.

04/07/2016


Não é difícil perceber porque o trabalho do fotógrafo sueco Erik Johansson é uma verdadeira sensação nos quatro cantos do mundo. A combinação de visão criativa, planejamento e o uso mais do que apropriado das técnicas de fotografia e manipulação de imagens (especialmente no Photoshop) fazem do trabalho do jovem fotógrafo uma verdadeira fonte de inspiração para todos aqueles que são apaixonados pelo surrealismo.

A descrição que ele mesmo deu para seu trabalho diz muito sobre o tipo de visão que ele tem para seus projetos:

“Erik não captura momentos, ele captura ideias”.

Sua biografia tem um impacto profundo em sua arte. Nascido em uma cidadezinha do interior e tendo crescido em uma fazenda, as paisagens de natureza estão sempre presentes em suas criações. Erik conta que esteve bastante envolvido com o desenho desde muito pequeno, o que fez com ele sentisse um certo estranhamento em relação ao processo produtivo da fotografia quando comprou sua primeira câmera digital aos 15 anos.

Esse estranhamento estava ligado ao fato de que na câmera, após o clique a foto ficava imediatamente pronta. Já no desenho, o ponto de partida é uma folha em branco, envolvendo outro tipo de relação com as etapas da criação.

Assim, ele sentiu que gostaria de fazer algo a mais com as suas fotos. Adicionando a esse pano de fundo o fato de que Erik também teve contato muito cedo com computadores, o caminho para se tornar um exímio manipulador de imagens estava formado e o resto é história, contada por meio de uma série de fotografias que você pode conferir no site: www.erikjohanssonphoto.com

Após divulgar seu trabalho na internet, Erik conseguiu atrair a atenção de grandes empresas para realizar trabalhos comissionados, como a Adobe, a Toyota, a Volvo e o Google, entre outros.

No making of de “Impact”, podemos ver alguns dos equipamentos que Erik usa, como a câmera Hasselblad H5D-40, o excelente monitor Eizo e, é claro, o Adobe Photoshop. O vídeo é uma verdadeira aula que nos revela um pouco do planejamento e da visão de Erik, os truques de captura envolvendo os diversos elementos que irão compor a foto, além de uma vista geral do processo de manipulação no Photoshop, com suas impressionantes 196 camadas, mais de 7GB de tamanho final do arquivo PSD e muito, mas muito trabalho mesmo com as famosas máscaras, o recurso do Photoshop que é o melhor amigo do manipulador de imagens.

Se você não sabe o que são máscaras, aí vai um resumão (um pouco grosseiro, mas que dá uma ideia): basicamente você usa uma máscara para ocultar partes de uma camada no Photoshop. Você aplica uma máscara diretamente a uma camada e assim, todas as partes da máscara que você pintar de preto com o pincel irá se esconder e tudo o que você pintar de branco irá se revelar. Ocultando partes específicas de uma camada, você irá automaticamente revelar essas mesmas partes da camada de baixo. Assim, você consegue combinar várias imagens para formar uma só.

Note que para compor a cena de “Impact”, Erik utilizou várias fotos, cada uma delas compondo grande parte das 196 camadas. Haviam camadas para o céu, o lago, os vidros, o modelo, a vegetação e assim por diante. O trabalho sobre essas camadas para compor a imagem final é bastante refinado e detalhado, parece ourivesaria! Sem uma boa mesa digitalizadora, como a que vemos Erik utilizar aos 4’48” do vídeo, realizar esse tipo de edição não chega a ser impossível, mas certamente bastante desconfortável, além de demorar infinitamente mais tempo.

Você pode acompanhar Erik Johanson pelo Facebook e pelo Youtube.

 

 

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