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Retrospectiva 2016: o que ocorreu no mundo das câmeras digitais

16/12/2016
Retrospectiva 2016: um giro pelo mundo das câmeras digitais

Com a ascensão da fotografia feita com smartphones e o declínio da venda de câmeras digitais no mundo todo, o ano de 2016 foi marcado por uma quantidade mais modesta de lançamentos. No entanto, esse declínio não foi suficiente para barrar o desenvolvimento tecnológico. Foi possível acompanhar o lançamento de câmeras avançadas em todas as categorias bem como alguns modelos extremamente belos (para quem é fã do design de câmeras).

Confira um panorama geral dos lançamentos de 2016 e escolha [quem sabe?] a sua nova câmera para 2017!

Canon

Foram  13 novos lançamentos em 2016 incluindo uma Mirrorless, quatro DSLRs, seis compactas e duas bridges.

Os destaques:

Canon EOS Rebel T6

US$450

A T6 vem para completar a linha que há tempos é um hit entre iniciantes e entusiastas fãs da marca. É um modelo leve de DSLR de entrada, com sensor cropado (APS-C), voltada para aliar custo e benefício. Certamente será a primeira câmera de muitos iniciantes na fotografia em 2017.

São 18 megapixels, sistema de autofoco de 9 pontos, ISO expansível até 12800 e gravação de vídeo Full HD em 30p ou 24p. O processador DIGIC 4+ apresenta melhor performance no processamento de ISO alto em comparação com seu antecessor (Digic 4).

O ponto forte é o Wi-Fi e o NFC embutidos para que o usuário possa estabelecer uma comunicação entre câmera e dispositivos móveis, agilizando o compartilhamento de imagens.

Canon EOS 5D Mark IV

US$3500

Substituindo a versão de 2012 (5D Mark III) cultuada entre profissionais, a 5D Mark IV é uma Full Frame com captura de vídeos em 4K, sensor de 30 megapixels, ISO expansível a 102.400, 61 pontos de autofoco, GPS e Wi-Fi incorporados. É uma das câmeras da Canon com o sensor Dual Pixel CMOS AF, que confere uma qualidade superior do autofoco, mais rápido e preciso. Certamente seguirá sendo uma das principais queridinhas de videomakers e cineastas independentes.

Canon EOS-1D X Mark II

Canon EOS-1D X Mark II

US$6000

No topo da cadeia alimentar das DSLRs, a câmera de 6 mil dólares da Canon (que custará o preço de um bom carro zero KM no Brasil) oferece o que há de mais avançado e completo na linha de Full Frames profissionais.

É a câmera definitiva dos fotógrafos de esporte e ação, com seus incríveis 14 fps / 16 fps em Live View. A promessa é a da captura de 170 imagens RAW em sequência com o uso de um cartão de memória CFast.

A câmera possui 20.2 megapixels, sistema de autofoco com 61 pontos e filmagem em 4K em até 60 fps, sendo possível extrair uma imagem de 8.8 megapixels a partir de um frame de vídeo.

O ISO, como não poderia deixar de ser, tem altíssima performance em valores altos, sendo expansível a 409.600.

O corpo robusto de 1530g é feito com liga de magnésio e é resistente ao tempo e a poeira. Só ficou faltando o Wi-Fi embutido, contando apenas com o GPS interno.

Canon EOS M5

Canon EOS M5

US$980

A M5 é o lançamento de 2016 da Canon na linha de câmeras Mirroless. Munida de um sensor APS-C, ISO de até 25600, sensor de 24 megapixels e filmagem em Full HD/60p, ela é uma alternativa às DSLRs de entrada e intermediárias para quem prefere um conjunto de câmera e lente mais leve e compacto.

Mas antes de sair vendendo a sua DSLR para comprar uma M5 e usufruir de seu conjunto mais portátil, saiba que esse benefício vem com um preço: a M5 custa o dobro de uma T6.

Além disso, é preciso comprar lentes da linha EF-M, uma linha que possui ainda poucas opções essencialmente de lentes escuras. É possível, no entanto, usar um adaptador para acoplar as lentes da linha EF e EF-S. Nesse caso, é preciso ponderar se vale a pena investir em uma câmera cujo benefício é ser mais leve e menor e utilizar as velhas lentes grandes e pesadas das DLSRs.

Demais lançamentos da Canon em 2016

Compactas: PowerShot SX620 HS, PowerShot G7 X Mark II, PowerShot SX720 HS, PowerShot ELPH 360 HS, PowerShot ELPH 190 IS, PowerShot ELPH 180.

Bridges: Canon PowerShot SX540 HS, Canon PowerShot SX420 IS

DSLR: Canon EOS 80D

 

Fujifilm

A nossa querida Fuji, que nos traz tantas memórias boas da época da fotografia analógica com seus clássicos filmes e papéis fotográficos, fez uma escolha interessante no universo da fotografia digital: após 2007, com o lançamento de seu último modelo de DSLR (Fujifilm FinePix IS Pro) o foco da empresa passou a ser a produção de câmeras Compactas e Bridges, tendo como menina-dos-olhos uma belíssima linha de câmeras Mirrorless.

Bela não só na qualidade tecnológica, mas também no design, remetendo a modelos clássicos de câmeras cultuadas no século XX.

Em 2016, a companhia lançou 8 câmeras digitais: seis Mirrorless, uma compacta para aventuras (à prova d’água, choque, poeira e frio intenso) e uma compacta de sensor grande (APS-C).

Os destaques:

Fujifilm GFX 50S

Fujifilm GFX 50S

Em 2016 a Fuji surpreendeu e anunciou seu primeiro modelo de câmera Mirrorless de Médio Formato, com sensor de 51 megapixels de 44x33mm.

Segundo Toshihisa Iida, Gerente Geral de Vendas e de Marketing, o salto direto de Mirrorless com sensor APS-C para Médio Formato ocorreu porque a empresa considera que a diferença entre o sensor APS-C e o Full Frame é muito marginal, fazendo mais sentido optar por um sensor maior em busca de uma diferenciação mais clara entre elas.

Assim, a série X abrange câmeras de mais velocidade e portabilidade com sensor APS-C e a linha de médio formato entrega o máximo em qualidade de imagem, com maior alcance dinâmico e profundidade de campo mais rasa.

A comercialização é esperada para o início de 2017 e irá incluir o lançamento de um novo sistema de montagem específico para essa linha, o G-mount, com 6 novas objetivas (GF 63mm f/2.8 R WR, GF 32-64mm f/4 R LM WR, 120mm f/4 Macro R LM OIS WR, 23mm f/4 R LM WR, GF 45mm f/2.8 R WR). O fator multiplicador do sensor é de 0,79x.

Fujifilm X-T2

Fujifilm X-T2

US$1600

Uma mirrorless de 24 megapixels, sensor APS-C, ISO expansível a 51200 e velocidade máxima do obturador de 1/8000. Os pontos fortes são a filmagem em 4K, a capacidade de disparos contínuos elevada (até 14fps) e o sistema de autofoco mais avançado da Fujifilm, com 325 pontos.

Fujifilm X70

Fujifilm X70

US$700

A X70 é para aquelas pessoas que querem viajar com uma câmera pequena, leve, sem lentes gigantes, mas não querem de maneira alguma abdicar da qualidade de imagem.

Trata-se de uma câmera compacta com cérebro de DSLR. Ela possui um sensor APS-C de 16 megapixels e lente fixa (não intercambiável de 28mm g/2.8). Além disso, essa pequena notável conta com filmagem em Full HD/60p, ISO máximo de 51200 e 77 pontos de autofoco em modo contínuo ou 49 em modo single AF. Ah! E ela já vem com Wi-Fi embutido!

Demais lançamentos da Fujifilm em 2016

Compactas: XP90

Mirrorless: X-A10, X-A3, X-Pro2, XE2S.

 

Nikon

Em 2016, a companhia japonesa lançou 13 novos modelos, incluindo 4 DSLRs, 4 compactas, 3 compactas de sensor grande e 2 bridges. Assim, a Nikon expandiu ainda mais sua linha de câmeras que já é das mais completas dentre todos os fabricantes.

Os destaques:

Nikon D5

Nikon D5

US$6500

A mídia especializada em tecnologia dos países de língua inglesa tem uma palavra específica para designar o produto mais importante produzido por uma empresa: flagship, uma palavra de origem naval que significa a embarcação mais importante em uma frota ou aquela que carrega o comandante.

Flagship, é portanto, a palavra que define a D5 dentre as DSLRs da Nikon. Uma Full Frame com sensor de 20.8 megapixels, 153 pontos de autofoco, filmagem em 4K e ISO máximo expansível até o inédito valor de 3.280.000 para situações ridiculamente extremas de pouca luz.

Com um sistema de autofoco aprimorado em relação à sua antecessora (4DS), a D5 tem uma capacidade superior de desempenho, mesmo nas situações mais complicadas de luz, não só para o foco, mas também para o balanço de branco apurado. E ela é rápida, muito rápida: 12 fps em disparo contínuo, com capacidade de gravação de até 200 imagens RAW em sequência.

O ponto negativo é a falta de GPS embutido. A unidade GPS opcional tem um valor bastante elevado: R$1199 na loja da Nikon.

Nikon D500

Nikon D500

US$1800

Se a D5 é a flashship geral, a D500 pode ser considerada a flagship das DSLRs de sensor cropado (APS-C) da Nikon. Ambas foram lançadas juntas logo nos primeiros dias do ano.

É uma câmera completa e de construção robusta que utiliza liga de magnésio e fibra de carbono. A filmagem é em 4K e o sensor é de 20.9 megapixels com ISO expansível até 1.640.000. O sistema de autofoco é o mesmo da D5, com 153 pontos.

Ela também atende os nichos mais exigentes de fotografia de ação, com disparos múltiplos em 10fps de até 200 imagens em RAW.

A Nikon lançou também dois modelos que certamente serão muito populares entre os iniciantes: a D3400 e a D5600. A menção nesse artigo é breve porque são modelos que não fizeram avanços tão drásticos em relação às suas antecessoras (D3300 e D5500).

Demais lançamentos da Nikon em 2016

Compactas: Coolpix W100, Coopix A900, Coolpix A10, Coolpix A100.

Bridge: Coolpix B500, Coolpix B700

Compactas de sensor grande: DL24-85, DL18-50, DL24-500.

 

Olympus

A Olympus e a Fujifilm têm duas coisas interessantes em comum, porém uma delas muito peculiar e negativa.

Ambas as empresas já estiveram envolvidas com a máfia japonesa. O CEO da Olympus foi demitido em 2011 por ter se envolvido com a Yakuza e, em 1994, um alto executivo da Fuji foi assassinado com uma Katana, uma espada de samurai, pelo não pagamento de subornos.

O outro ponto em comum, no entanto, é mais positivo: desde 2010 a Olympus não produziu mais nenhum modelo de DSLR e também passou a concentrar seus recursos no desenvolvimento de excelentes câmeras Mirrorless, bem como compactas e bridges.

A diferença básica entre as câmeras Mirrorless da Fujifilm e da Olympus, é que as da segunda utilizam sensores menores, Four Thirds, enquanto as da primeira utilizam o APS-C.

Enquanto há um ganho de qualidade geral na imagem das câmeras da Fujifilm em função do sensor maior, especialmente em situações de pouca luz com ISO alto, as câmeras e objetivas da Olympus foram um conjunto de tamanho, peso e preço, de maneira geral, menores.

São posicionamentos e escolhas diferentes para atender necessidades distintas. Quem opta por uma Mirrorless como segunda câmera para usufruir de um conjunto de maior portabilidade sem abrir mão da qualidade da imagem, pode preferir alguns modelos da Olympus.

Já quem quer migrar definitivamente das grandes e pesadas DSLRs para as Mirroless, sem sofrer fortes impactos na qualidade geral, podem optar por algumas câmeras topo de linha da Fujifilm.

É evidente que essas considerações não são regras absolutas e servem mais como um panorama geral, já que ambas as empresas desenvolveram uma quantidade bastante grande de opções e há de se ponderar caso a caso.

Em 2016 a Olympus lançou 5 novos produtos: duas compactas e 3 mirrorless.

Os destaques:

Olympus OM-D E-M1 Mark II

Olympus OM-D E-M1 Mark II

US$2000

A flagship da Olympus é uma Mirrorless de sensor Four Thirds, com 20.4 megapixels, ISO máximo de 25600, filmagem em 4K, 121 pontos de AF, Wi-Fi embutido, disparo múltiplo altamente veloz de até 18fps, velocidade máxima do obturador de 1/8000 e Estabilizador de Imagem 5-Axis. O corpo possui proteção climática e dois slots de cartão de memória, como é de se esperar em câmeras de topo de linha.

Ela também possui um recurso interessante para quem faz impressões gigantes: há um modo de disparo de alta resolução que é capaz de produzir imagens de 50 megapixels.

Isso acontece por meio da combinação de múltiplos disparos com uma leve movimentação do sensor entre eles. É necessário que a câmera esteja montada em um tripé e que a cena não possua absolutamente nenhum movimento, portanto não irá funcionar com paisagens, ficando o uso mais restrito às cenas de estúdio, basicamente de produtos e não de pessoas.

Olympus PEN-F

Olympus PEN-F

US$1200

Com praticamente o mesmo design da sua bisavó analógica, a Olympus PEN, de 1959, a PEN-F é, para mim, uma das câmeras mais bonitas que existem.

Se você quer balancear estilo e qualidade de imagem, a PEN-F é a câmera ideal. Leve e compacta por ser uma Mirrorless de sensor Four Thirds, possui 20 megapixels, disparo contínuo de 10fps, velocidade máxima do obturador de 1/8000, filmagem em Full HD, 81 pontos de autofoco, Wi-Fi embutido, e também já vem com o modo de disparo de alta resolução presente na Olympus OM-D E-M1 Mark II.

Demais lançamentos da Olympus em 2016

Compactas: Stylus Tough TG-870, Stylus SH-3

Mirrorless: PEN E-PL8

 

Panasonic

Diferentemente de todas as outras empresas acima, a Panasonic não é uma japonesa com longa tradição no ramo da fotografia. No entanto, no início desse século, para impulsionar sua presença nesse novo mercado, foi firmada uma parceria com a Leica para o desenvolvimento colaborativo de lentes para as câmeras digitais da Panasonic.

Como a Leica é sinônimo de qualidade superior e suas objetivas seguem rígidos controles de qualidade, estampar a marca da empresa alemã foi fundamental para o sucesso da linha de câmeras fotográficas da Panasonic.

A linha de câmeras digitais da Panasonic recebe o nome de Lumix, e as suas lentes, Lumix G. Dentro do arsenal de objetivas da empresa, alguns modelos carregam consigo a marca Leica, revelando quais foram produzidas colaborativamente entre as duas empresas.

Em 2016, a Panasonic lançou 7 modelos de câmeras: 4 compactas e 3 mirrorless.

Os destaques:

Panasonic Lumix DMC-G85

Panasonic Lumix DMC-G85

US$900

Com jeitão de DSLR, a DMC-G85 é uma Mirrorless de 16 megapixels com sensor Four Thirds. O ISO máximo é de 25600, a filmagem é em 4K, possui estabilizador de imagem 5-axis, 49 pontos de autofoco e disparos contínuos de 9fps.

Panasonic Lumix DMC-GF8

US$700

Outra câmera com forte apelo estético, a DMC-GF8 é uma Mirrorless do tipo Rangefinder bastante compacta e leve (apenas 266g) que possui um painel LCD flexível a 180º, leia-se: “selfies”. O sensor é Four Thirds, com 16 megapixels. A filmagem é em Full HD/60p e a câmera já vem com Wi-Fi embutido.

 

Sony

A Sony, assim como a Canon e a Nikon, também possui uma linha muito consistente de câmeras em todas as categorias, com destaque para câmeras Mirrorless com Sensor Full Frame.

Além disso a empresa também produz uma série crescente de objetivas, com algumas delas, inclusive, recebendo a marca da empresa alemã Zeiss, em uma parceria semelhante a da Panasonic com a Leica.

Em 2016, a Sony lançou 6 novas câmeras: duas Compactas, uma Bridge, duas Mirrorless e uma DSLR.

Os destaques:

Sony Alpha a99II

Sony Alpha a99II

US$3200

O principal modelo de câmera DSLR da Sony, a Alpha a99II é uma câmera Full Frame de 42 megapixels, ISO expansível até 102.400, velocidade máxima do obturador de 1/8000, 399 pontos de autofoco, disparo contínuo de 12 fps, filmagem em 4K, proteção contra o tempo e estabilizador de imagens 5-axis. Não possui GPS embutido, porém já vem com Wi-Fi, NFC e Bluetooth inclusos.

O ponto forte é o sistema de autofoco híbrido com sensibilidade avançada para o acompanhamento de objetos em movimento, bem como situações de pouca luz.

Sony Alpha a6500

Sony Alpha a6500

US$1400

Para marcar presença no nicho das Mirrorless, a Sony lançou em 2016 dois novos modelos: a Alpha a6300 e a Alpha a6500, sendo esse último uma versão avançada do primeiro com aprimoramentos na performance do autofoco, do disparo contínuo e do painel LCD com touchscreen. A a6500 também já vem com estabilizador de imagens 5-axis.

Ambas são mirrorless to tipo rangefinder com sensor APS-C de 24 megapixels, ISO expansível até 51200 e disparo contínuo a 11fps. O destaque são seus incríveis 425 pontos de autofoco.

 

Conclusões

O ano de 2016 foi complicadíssimo para a indústria de câmeras digitais, pois teve o seu pior resultado em número global de vendas da história, aprofundando um declínio que iniciou em 2011, muito em razão da popularidade dos smartphones com suas câmeras embutidas e todas as facilidades de compartilhamento de imagens em redes sociais e backup automático e gratuito na nuvem.

Assim, houve também uma diminuição na quantidade de modelos de câmeras lançadas, apesar da Canon e Nikon terem mantido uma quantidade elevada, como normalmente se espera delas.

De qualquer forma, houve espaço para inovações tecnológicas e aprimoramentos em todos os sentidos, em especial o desempenho do autofoco, dos sistemas de estabilização de imagem e da performance do ISO alto.

É destaque também o avanço das câmeras Mirrorless, porém ainda muito nichadas devido ao seu alto preço para o consumidor final.

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5 Comments

  • Reply Miguel 20/12/2016 at 21:30

    Tenha uma grana pra comprar uma câmera ano que vem entre Janeiro e Fevereiro (Em média uns 1,000 doláres), vou comprar a câmera fora do Brasil, então sairá mais barata do que comprando aqui. Porém as dúvidas são muitas, penso em comprar usada e depois penso em investir em uma nova, a intenção na compra é uma que seja boa tanto para filmagem quanto para fotografia, detalhe será minha primeira câmera, adoro o design das câmeras da Fuji, porém gosto das configurações da Panasonic, principalmente a G7 e a Gh4, e seus custo beneficio, Sony é ótima mas muito cara. Queria uma opinião sua Moysés, em qual comprar, to quase esperando lançar a GH5 e já começar quebrando tudo, porém não tenho tempo, quero fazer um longa ano que vem como conclusão de curso (faço cinema e audiovisual – É necessário a entrega de um tcc prático e outro teórico), então acho que não terei muito tempo para esperar a compra da câmera, Enfim dá uma dica ajuda ou algo assim, se tiver mais opções para me propor irei analisar com toda a paciência do mundo… Não conhecia o site antes mas já vi que é entendido do assunto, não sou leigo afinal estudo cine a 3 anos e tenho contato com várias câmeras, mas as dúvidas sempre assombram, pois não uso nenhuma diariamente. Enfim novamente, é isso ai… uma ajudinha please… Valeu… e parabéns pelas matérias.

    • Reply Moysés Lavagnoli 21/12/2016 at 14:10

      Oi Miguel! São tantas opções que eu tenho medo é de te confundir mais ainda! Mas bom, vamos lá: basicamente câmeras como a G7 e a GH4 da Panasonic (que são mirrorless de sensor four thirds) têm uma vantagem sobre as DSLRs que é a filmagem em 4K. Como você falou que trabalha com cinema, acho que pode ser um salto interessante. Já as DSLR de até USD$1000 têm, em geral, o sensor APS-C, maior que o four thirds, e com melhor desempenho principalmente em pouca luz. A restrição dessas DSLRs é que a filmagem fica em no máximo Full HD, o que dependendo das suas necessidades pode ser mais do que suficiente, além de te poupar gastos extras com armazenamento, já que os arquivos serão bem menores. Assim, de repente vale você ponderar também a Nikon D7200 e a Canon 70D como opções nessa faixa de preço das DSLRs. Ambas são câmeras incríveis e para fotografia então, nem se fala. A Panasonic tem também a Lumix DMC-GX8 que também filma em 4K e está nessa faixa de preço. No mais, compre a que o seu orçamento permitir, simples assim! Estamos em um estágio bastante avançado de evolução das câmeras digitais, cada uma com seus pontos positivos, vai ser difícil se arrepender. E caso isso aconteça, é o que eu sempre digo: o mercado de câmeras usadas é aquecido no Brasil. Vender no Mercado Livre, por exemplo, é muito fácil e confiável. Isso sem falar nos inúmeros grupos de facebook de compra e venda. Sucesso com seu TCC e também, logo em seguida, com seu início de carreira nesse incrível ramo da economia criativa!

      • Reply Moysés Lavagnoli 21/12/2016 at 14:12

        Miguel, mais uma coisinha que eu esqueci, antes de comprar uma câmera usada, leia esse artigo: http://fotografiatododia.com.br/nao-compre-uma-camera-usada-sem-saber-o-seu-shutter-count/

        • Reply MiGueL 21/12/2016 at 20:56

          Oi, li sim!
          Na verdade ontem fiquei umas 3 horas no site lendo sobre fotografia… (risos)
          Então pensando e pensando… Acho que vou ficar com a G7 e depois de um tempinho investir em um Metabones Speedbooster 0.64, e ir adquirindo lentes e equipamentos de acordo com minhas necessidades, e quando tiver firme nos trabalhos e fera na fotografia e filmagens invisto na futura queridinha da panasonic a GH5!

          E Moysés Valeu pelas dicas, o seu site já está salvo nos favoritos e o livro já está no Kindle para ser lido, Parabéns pelo site, quem sabe um dia não posso ser até um colunista do site.

          Muito obrigado pelas dicas, pelo site e pela cordialidade.

          Abraços

          • Moysés Lavagnoli 22/12/2016 at 20:21

            Miguel, show de bola cara, acho que é isso aí mesmo! Com a G7 não só você vai poder filmar em 4K, mas também vai estar com uma câmera que eu acho muito bonita e de portabilidade incomparável com as DSLRs, afinal é uma mirrorless. Gosto muito das linhas retas dela. E sobre ser colunista, eu espero muito que em algum momento eu consiga arranjar tempo pra pensar e planejar como viabilizar colaborações para ampliar o potencial do site. Se um dos leitores se tornasse colunista seria algo realmente incrível! Sucesso aí no seu TCC (tente não se estressar muito, se é que é possível!). Abraço!

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